O futuro dos negócios não gera desperdício; gera receita. A máxima da economia circular nunca fez tanto sentido para o ecossistema de inovação capixaba. A Biosolvit, uma das greentechs mais promissoras do país, está mostrando como transformar o que iria para o lixo em soluções industriais de alto valor e faturamento milionário. Com uma de suas fábricas estratégicas instalada exatamente aqui, no Espírito Santo, a companhia é um exemplo vivo de como a sustentabilidade pode se traduzir em números impressionantes de crescimento.
Após fechar 2024 com uma receita líquida de R$ 17,4 milhões, a empresa deu um salto monumental para R$ 70 milhões no último ano. Para 2026, a meta orgânica é alcançar entre R$ 90 milhões e R$ 95 milhões. No entanto, com negociações avançadas de fusões e aquisições (M&A) em andamento, o faturamento da Biosolvit pode alcançar a impressionante marca de R$ 135 milhões ainda este ano. E o plano de longo prazo é ainda mais audacioso: atingir R$ 700 milhões em receita até 2032.
O DNA Capixaba na rota da preservação ambiental
Fundada pelo analista de sistemas Guilhermo Queiroz, a Biosolvit nasceu da inconformidade. Ao notar que uma fábrica de palmito aproveitava apenas 3% da palmeira e descartava os outros 97%, Guilhermo usou a ciência para transformar a fibra da planta em vasos ecológicos (o famoso xaxim de palmeira) e substratos orgânicos.
Hoje, a operação cresceu e se dividiu em cinco frentes de negócios que atendem desde a jardinagem doméstica até gigantes da mineração e da siderurgia — setores que pulsam forte na economia do Espírito Santo.
As Cinco Frentes de Inovação da Biosolvit
├── Bio Home Garden ──> Jardinagem doméstica com vasos e substratos de palmeira
├── Bio Response ──> Contenção e absorção de petróleo em acidentes ambientais
├── Bio MPF ──> Mídias e elementos de filtração para indústrias pesadas
├── Bio Water Care ──> Tratamento de água com Inteligência Artificial
└── Bio Dust Control ──> Supressores de poeira para mineração e siderurgia
A presença da Biosolvit com uma unidade fabril no território capixaba é estratégica. O estado, que abriga grandes complexos mineradores, portuários e siderúrgicos, consome diretamente as tecnologias da unidade Bio Dust Control, especializada em controlar a poeira e mitigar a suspensão de partículas no ar em ambientes industriais de grande porte.
Transformando PET em tecnologia de ponta
A grande novidade da empresa para 2026 eleva o conceito de inovação a outro patamar. A Biosolvit está utilizando reciclagem química para transformar garrafas PET descartadas em uma resina biodegradável de alta performance para supressão de poeira. Mais de duas dezenas de cooperativas de catadores já foram integradas ao processo, resgatando mais de 2 milhões de garrafas plásticas do meio ambiente para abastecer a produção.
O Impacto Circular em Números (2026)
[Faturamento Alvo] ──> Até R$ 135 milhões com aquisições em andamento
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[Logística Verde] ──> 2 milhões de garrafas PET recicladas quimicamente
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[Estrutura Humana] ──> 169 empregos diretos gerados nas fábricas pelo Brasil
Com o suporte de tecnologias de Inteligência Artificial e computação de borda na divisão de tratamento de águas (Bio Water Care), a Biosolvit prova que o casamento entre governança corporativa — bagagem que Guilhermo trouxe de seus 23 anos de atuação na Totvs — e a biotecnologia é a fórmula perfeita para criar negócios escaláveis, limpos e altamente lucrativos. Para as indústrias e empreendedores capixabas, a mensagem é clara: o lixo é, na verdade, matéria-prima fora do lugar.









