O setor energético do Espírito Santo alcançou um marco operacional expressivo. O campo de petróleo de Wahoo, operado pela petroleira PRIO no litoral sul capixaba, atingiu sua capacidade máxima planejada de 40 mil barris de óleo por dia no último mês. A confirmação do patamar produtivo abre caminho para uma arrecadação estimada em cerca de R$ 4 bilhões em royalties para os cofres estaduais e municipais ao longo da vida útil do ativo.
A marca foi apresentada por Emiliano Fernandes, diretor jurídico e institucional da PRIO, durante a feira de inovação industrial MecShow 2026, realizada pelo Sindifer. O executivo destacou que, embora o processamento da matéria-prima ocorra a cerca de 30 quilômetros do local — no navio-plataforma (FPSO) do campo de Frade, na porção fluminense da Bacia de Campos —, a legislação estabelece que 100% da parcela de royalties vinculada à extração pertença ao Espírito Santo.
Engenharia Eficiente e Salto de Produção
Wahoo é um marco estratégico para a PRIO: trata-se do primeiro campo totalmente desenvolvido pela companhia, historicamente reconhecida por adquirir e otimizar campos maduros. A viabilização do projeto ocorreu via tieback — uma conexão submarina que interliga os poços de Wahoo diretamente à infraestrutura já existente em Frade, reduzindo custos operacionais e encurtando o tempo para a primeira extração.
O teto de 40 mil barris diários foi consolidado com a entrada em operação do quarto e último poço produtor (cada um com vazão estabilizada em torno de 10 mil barris/dia). A contribuição de Wahoo representa um incremento próximo de 45% sobre a produção total prévia da companhia, que girava em torno de 88 mil barris diários no terceiro trimestre de 2025.
Injeção de Capital na Cadeia de Fornecedores Capixaba
Além do retorno futuro em arrecadação tributária e royalties, a implantação do projeto movimentou cerca de R$ 1 bilhão na contratação de empresas e prestadores de serviços locais antes mesmo do início da operação comercial.
“Priorizamos fornecedores brasileiros e, principalmente, a mão de obra capixaba, que está próxima do ativo e é diretamente beneficiada pelo desenvolvimento regional”, pontuou Emiliano Fernandes.
A próxima fase do cronograma prevê a perfuração e conexão de poços injetores para manter a pressão do reservatório e assegurar a sustentabilidade do fluxo de extração a longo prazo, em um processo de ramp-up controlado pelos técnicos da petroleira.










